Quem advoga sozinho ou em escritório pequeno conhece a cena: o cliente aceita a proposta pelo WhatsApp e demora dias para aparecer e assinar. Enquanto isso, o caso não anda. Colher a assinatura pelo celular tira esse atraso. Mas é preciso saber o que serve e o que não serve para cada documento. Este texto é informativo e não é parecer jurídico nem orientação sobre normas da profissão.
O que dá para colher pelo celular
O LYMOS Sign serve para documentos em que a assinatura eletrônica é aceita pelas partes e por quem vai receber. Exemplos comuns na advocacia:
- contrato de honorários;
- procuração para uso fora de sistemas que exigem certificado;
- declaração de hipossuficiência;
- termo de acordo;
- termo de consentimento e de confidencialidade.
Onde a assinatura simples não basta
- Peticionamento e sistemas de tribunais. Muitos exigem assinatura com certificado digital ICP-Brasil do próprio signatário. O LYMOS Sign não gera assinatura qualificada.
- Atos de forma pública. O que exige cartório, como uma escritura, continua exigindo.
- Quem recebe não aceita. Antes de colher uma procuração que vai a um banco, a um órgão ou a um tribunal, pergunte se aquele destino aceita esse tipo de assinatura.
Em dúvida sobre um caso específico, a decisão é sua, como profissional, e a avaliação final da prova cabe ao juiz ou à outra parte. O Sign colhe e registra a assinatura, mas não decide isso.
Modelo com campos para não digitar tudo de novo
O Sign traz um ponto de partida de Contrato de honorários advocatícios entre os modelos prontos. Você pode editar o texto direto na folha e marcar como campo o que muda de cliente para cliente: nome, CPF, valor, forma de pagamento. Pode também partir de um PDF seu e marcar os campos nele. Revise sempre o texto antes de usar, porque o modelo é um ponto de partida e não substitui a sua redação.
Campos como endereço e dados que só o cliente sabe podem ficar para ele preencher antes de assinar. O documento sai pronto, sem você digitar. Mais em como criar um modelo de documento.
Passo a passo no LYMOS Sign
- Escolha o modelo ou suba o PDF. Em Novo envelope, use um modelo seu ou envie o PDF pronto.
- Adicione o cliente. Nome completo, e-mail ou WhatsApp, e o papel (cliente, outorgante, contratante). Se houver mais pessoas envolvidas, adicione cada uma como signatário.
- Escolha a verificação de identidade. O perfil Recomendado pede foto do documento (CNH ou RG) e validação facial. Para contratos de maior risco, o Reforçado acrescenta selfie com o documento, data de nascimento e código de 6 dígitos.
- Escolha como aprovar. Com a aprovação manual ligada, você analisa a identidade do cliente em Identidades antes de liberar a assinatura. Desligada, a validação é imediata e fica registrada.
- Envie e acompanhe. O cliente recebe o link, assina com o dedo e você baixa o PDF com a folha de assinaturas e o selo digital.
Cuidados com o cliente
- Avise antes. Combine que a assinatura será eletrônica, pelo celular, e que o cliente precisará do documento de identidade à mão.
- Mande o texto final. Confira nomes, CPF e valores antes de enviar.
- Escolha só a verificação que o caso pede. Mais etapas aumentam a desistência, e menos etapas diminuem a prova. Equilibre pelo risco do documento.
- Guarde o PDF assinado com a folha de registro, e use a página de verificação para conferir a autenticidade quando precisar.
- Cuide dos dados. Fotos e dados de identidade servem para comprovar a assinatura. Os detalhes estão na política de privacidade do Sign.